A síndrome do climatério acomete diversas mulheres no final da idade reprodutiva e tem como sintomas principais os fogachos, irritabilidade, insônia, depressão, formigamento em membros, dores pelo corpo, entre outros.
Os fogachos, caracterizados pelas ondas de calor e aumento da transpiração noturna é, sem duvida, o principal sintoma do climatério. As mulheres apresentam calor e rubor em face repentino, mesmo em situações climáticas amenas, além de levantar-se à noite para descobrir-se (sinal do cobertor).
Quando intenso, os calores da menopausa, podem causar desconforto para a mulher, colaborando para o afastamento de suas atividades profissionais e sociais.
O principal tratamento dos fogachos é o uso da terapia hormonal (TH), medicações que visam a reposição daqueles hormônios que estão deficientes nesta fase da vida. Após a publicação dos estudos do WHI (Women´s Heath Initiative), mostrando os possíveis efeitos colaterais do uso da TH, como o aumento da incidência de câncer de mama e endométrio, demência, doenças cardíacas, embolismo pulmonar e derrame, as medicações hormonais estão, cada vez mais, sendo usadas num segundo plano.
É neste contexto, que a acupuntura e a fitoterapia têm aumentado suas indicações, pois trata-se de um método praticamente isento de efeitos colaterais.
A acupuntura age na redução dos calores da menopausa por liberação de beta endorfinas, serotonina e norepinefrina, agindo no centro termoregulador. Os achados da literatura medica são controversos.
Cohen 2003, observou uma melhora nas ondas de calor quando comparou o uso da acupuntura tradicional com a placebo. Huang 2006, num trabalho da Fertility Sterility, comprovou uma melhora das ondas de calor noturnas no grupo das pacientes que foram submetidas a acupuntura em relação ao grupo controle.
Na prática clínica, o uso da acupuntura deve estar associada a fitoterapia para uma melhor eficácia. O tratamento, geralmente é a longo prazo, com sessões iniciais com uma freqüência de no mínimo 2 vezes por semana.