HISTEROSCOPIA CIRÚRGICA

 

 

principais indicações:

 

PÓLIPO ENDOMETRIAL

 

O pólipo endometrial é uma hiperplasia focal (espessamento) do endométrio, podendo ser visualizado pela ultrassonografia e histerossalpingografia. Sua incidência varia de 9 a 23%, sendo mais freqüente após os 40 anos de idade.

 

Geralmente são únicos (80%) ou múltiplos (20%). Estão associados ao câncer de endométrio em 12% dos casos e ao mioma em 40%.

 

Mulheres com pólipo endometrial podem ser assintomáticas na maioria dos casos. Quando apresentam sintomas, o principal é o sangramento vaginal anormal.

 

O tratamento do pólipo endometrial é a histeroscopia cirúrgica, que é realizada em ambiente hospitalar sob anestesia. Utiliza-se uma micro camêra com uma alça de ressecção na ponta para a exérese do pólipo.

 

Realiza-se o procedimento pela manhã e no mesmo dia a paciente já recebe alta, para que continue o acompanhamento ambulatorial.

 

MIOMA UTERINO

 

O mioma uterino é o tumor benigno mais freqüente, atingindo cerca de 20 a 30% das mulheres em idade reprodutiva. A causa é desconhecida, porém observa-se uma certa predisposição familiar. Em geral podem ser assintomáticos, mas quando apresentam sintomas, os mais freqüentes são o sangramento vaginal anormal, sensação de peso no baixo ventre e aumento do volume abdominal.

 

O mioma submucoso (dentro do útero), é o tipo de mioma tratável pela histeroscopia. As principais indicações da histeroscopia para a miomectomia são o sangramento uterino anormal e a infertilidade.

 

Se o mioma submucoso for muito grande, pode-se programar a cirurgia após a administração de algumas doses do análogo de GnRh (Zoladex), que é uma medicação que colabora na diminuição do tumor.

 

A histeroscopia realizada é a cirúrgica e pode ser realizada da forma tradicional ou com o uso de um aparelho chamado de Versapoint, que possibilita uma maior precisão cirúrgica e o uso de soro fisiológico ao invés de manitol como meio de distensão.

 

SINÉQUIAS UTERINAS

 

A sinéquia uterina é um tipo de aderência intra útero e a sua incidência é de 1,5%. Qualquer agressão ao endométrio (camada interna do útero) pode provocar a formação da sinéquia. As principais causas são a curetagem uterina, cirurgias como a miomectomia, polipectomia histeroscópica, ablação endometrial por histeroscopia, entre outras causas.

 

Geralmente são assintomáticas ou podem causar alterações menstruais, com diminuição do fluxo ou até a sua ausência. O abortamento repetitivo e a infertilidade são as suas maiores repercussões.

 

O diagnóstico pode ser feito pela histerossalpingografia ou ultrassonografia.

 

O tratamento de escolha é a histeroscopia diagnóstica e a cirúrgica, que pode ser realizada por diversas técnicas.

 

MALFORMAÇÕES UTERINAS

 

As malformações uterinas tem incidência de 0,1 a 3% e podem causar a infertilidade feminina e os abortamentos de repetição. Exemplos de malformações uterinas são o útero bicorno, útero didelfo e o útero septado.

 

O útero bicorno é uma das causas de aborto repetitivo, parto prematuro e alguns casos de infertilidade. A histerossalpingografia e a ultrassonografia fazem o diagnóstico.

 

A principal indicação da histeroscopia nas malformações uterinas é o útero septado. O objetivo da cirurgia histeroscópica é obter uma cavidade uterina única para tornar possível uma futura gestação.

 

As principais complicações cirúrgicas da septoplastia é a perfuração uterina e a formação de sinéquias.

 

ABLAÇÃO ENDOMETRIAL

 

A histeroscopia cirúrgica para a ablação endometrial surgiu na década de 80 como alternativa para a histerectomia (retirada do útero por corte da barriga). É um método de ressecção do endométrio (camada interna do útero) seja pela alça de ressecção, métodos térmicos, elétricos ou mecânicos.

 

A principal indicação da ablação endometrial é o sangramento uterino anormal resistente ao uso de medicamentos, e sem evidências de lesões sugestivas de câncer endometrial.

 

Cerca de 7 a 19% das mulheres submetidas à histeroscopia para a ablação endometrial evoluem com amenorréia (ausência da menstruação), o restante continuam menstruando, porém com um fluxo reduzido na maioria dos casos.

 

As vantagens da histeroscopia para a ablação endometrial em relação à histeroscopia são o menor tempo cirúrgico, é minimamente invasivo, alta hospitalar precoce e menor risco de infecções.

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